segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

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O que passa entre os muros?
Tantos os mistérios, tantas histórias...
Pessoas que ali jazem eternamente,
Enquanto o eterno se faça presente,
Ecoam lamúrias pensadas
Sofridas cantigas de vidas impuras
Santos? Não os há...
Nem aqui ou acolá pois, claro
Humanos são seres rasos,
Dançando conforme sua própria músicas
E, logo ali,
Talvez roubando de outros alguns compassos
Ouve o sussurro, trazido pelo vento quente?
São hálitos, bafos,
Os dentes sujos quando existem
Se não, ocos negros, fétidos, vazios absolutos
Negritude perfeita.
Tentam te assustar, com verdades mortas
Com mentiras tortas, essas pessoas esquálidas
Sem pulso na carótida ou aorta
Passe reto, não demonstre medo
Nada podem contra ti, caro companheiro
Vês? São todos diáfanas formas
Folhas levadas pelo tempo, leves
Agora, chegamos a tua cova. Olha!
Teu norme em bronze e mármore,
Gastaram com teu funeral, te sentes bem?
Agradecem tua ausência ou choram tua perda?
Isso pouco importa, pois agora
Dentre tantos gritos absurdos
O teu somente será mais um
Sem patente, sem sangue azul.
Vai, querido. Voa. Te deixa levar.
És diáfano como eles agora,
Fumaça da última tragada.

1 comentários:

simone disse...

"Foste" é pra comentar de olhos fechados em silêncio.

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Mataram a bio... Jamais morreu
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