segunda-feira, 13 de setembro de 2010

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Tão substancial é o véu que me cobre os olhos!
Tão pesada a mortalha que me encerra...
Sinto por entre suas frestas dedos gelados
Que corrompem meu ânimo, minha vontade
A incoerência de minha vida
Vívida em minha memória.
Sei ainda dos passos que dei
Lembro-me de tudo ainda.
Lembro-me de ti!
Sim, de ti que para os campos dos sonhos
Foste em delicioso e eterno sono.
Não me é ainda difícil lembrar
E por quê não, regozijar
De poucas e boas pelas quais passamos
E se as passamos, 
Ombro a ombro, como se deve fazer,
Por quê não estás aqui?
Deverias ainda, mesmo que por piedade
(eu e minha viciosa saudade)
Estar neste ponto de minha nada vida e aberta morte
Ajudando-me a atravessar o umbral de tão grande portão.
Te disse algo desnecessário?
Magoei-te? Feri-te?
Se sim, explica onde, pois não vislumbro
Onde pequei ou errei.
Se não, me dá tua mão. 
Diz-me o que fazer.
Qual o som que a harpa deve ter
Para que os outros vivos lá
À beira-mar
Ouçam minha celestial música
Em cada onda que a terra quebrar.
Por quê não vens?

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Mataram a bio... Jamais morreu
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