sexta-feira, 24 de setembro de 2010

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Por onde andarão
Os tempos em passado perfeito

Rugas transformam meu rosto
A cada uma delas,
Um dia mais morto.

Não encontro mais
Virtudes de valor antigo,
Como a moral e a decência
Em uma podre sociedade
Em franca decadência
Somem, ultrapassadas

Que serão das coisas
Vindas de horas de sono perdido
Do trabalho honesto
Conquistadas e queridas
Usurpadas e usadas
Sem valor algum

Para onde foram as pessoas
Que tanta importância tiveram
Sepultas,
Metamorfoseadas em coisa imunda
Presos nas teias da aranha
Que tece fios de hipocrisia
Enterradas na memória.

Outros fios se tingem de prata
Adornando a mente jovem
Aprisionada
Uma nova marca, sulco profundo
Os cantos da boca se curvam
Em um sorriso invertido
Prenúncio do bafejar mortal
Que ceifa mais uma vida
Perdida de seus valores
Desapegada de suas coisas
Esquecida por suas gentes.

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Mataram a bio... Jamais morreu
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